Hoje eu vim aqui partilhar um pouco sobre um assunto que quase ninguém fala. Quando entramos em uma comunidade religiosa , ou comunidade de vida sempre falamos do quanto é difícil, do quanto deixamos para abraçar algo novo de Deus. Eu tive a graça de estar em duas comunidades ao longo do meu caminho, comunidades opostas de carisma e de vivências mas com algo comum entre elas : A vida fraterna . Quando você entra em uma comunidade ela se torna sua família seus membros se tornam seus irmãos e assim sucessivamente os familiares , os amigos, tudo vira um só , é o famoso cem vezes mais. Minha mãe não era mais minha, era a mãe de todos ou a tia que carinhosamente chamavam. Quantos laços, ganhei tantas mães ao longo das missões que passei, cujos filhos eram considerados irmãos , toda família entrava numa espécie de combo e virava família de todos. Quando você sai dessa comunidade vive uma espécie de luto, como se automaticamente tudo se perdesse contatos, amigos, alianças, irmãos, ...
2021 chegou e já passamos do meio. Hoje me recordei das promessas que fiz , das mudanças que alcancei ,e onde cheguei. Esse ano em janeiro me desliguei de uma comunidade ao qual eu pertencia e era consagrada, pela primeira vez não senti que havia fracassado. Ano passado fiz o meu ano sabático onde rezei e discerni sobre tudo o que estava vivendo, e decidi me desligar pra fazer valer os propósitos que Deus me vinha pedindo. Não existe erros na vontade de Deus, eu fui chamada ali , cumpri minha missão e segui para outros lugares onde Ele mesmo me impele a chegar. Antes eu sentia vergonha por não completar um caminho, mas eu aprendi que o caminho se completa no meio do seu curso e nem sempre ele será da forma que eu imagino. Eu cumpri minha missão. Acredito que nem cheguei perto de onde Ele me deseja levar, mas não estou parada no meio do caminho , como dizem : o caminho se faz caminhando. E eu não estou parada! Quero estar pronta pra qualquer caminho. Pode ser que você c...